O que é Aconselhamento Genético

Apesar de existirem várias definições para AG, a mais consagrada é aquela desenvolvida por Frazer, em 1974, e referendada pelo Comitê de Aconselhamento Genético da Sociedade Americana de Genética Humana (1975).

Ele define Aconselhamento Genético como:

Um processo de comunicação que trata dos problemas humanos associados com a ocorrência ou risco de recorrência de uma doença genética em uma família. Este processo envolve a tentativa feita por uma ou mais pessoas treinadas apropriadamente a ajudar os indivíduos ou famílias a:

(1) compreender os fatos médicos, incluindo o diagnóstico, o provável curso da doença (prognóstico), e as medidas disponíveis (tratamento);

(2) avaliar como a hereditariedade contribui para a doença, e o risco de recorrência para determinados parentes;

(3) entender quais as opções que têm perante o risco de recorrência;

(4) escolher que ações são mais apropriadas para eles, em vista do risco e dos objetivos das suas famílias, e agir de acordo com as decisões; e

(5) obter o melhor ajustamento possível à doença de seu membro afetado e/ou risco de recorrência da doença.

Para uma melhor compreensão da necessidade de realização de exames laboratoriais e do entendimento dos resultados dos mesmos, com informações e orientações sobre o potencial desenvolvimento de decorrências genéticas, o Hereditare oferece um sistema de Aconselhamento Genético que pode ser feito antes e após os exames terem sido realizados. Dispomos, para isso, de equipe de médicos geneticistas com especialização em Genética Clínica e em Psicologia Social e da Personalidade.

 

Aconselhamento Genético e História Familiar de Câncer

O objetivo básico do Aconselhamento Genético (AG) de risco para câncer é estabelecer e explicar o risco individual de câncer em termos claros, para que se estabeleçam as estratégias de prevenção mais adequadas.

A natureza poligênica e multifatorial dos cânceres comuns do adulto (por exemplo: mama e intestino) é explicada como uma relação entre fatores ambientais e genéticos que determinam este risco individual.

Na presença de uma história familiar sugestiva de uma síndrome de predisposição hereditária ao câncer, cálculos e assessoramento de risco quantitativo utilizando modelos estatísticos apropriados e marcadores de DNA são indicados.

 

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